Que não é o que não pode ser Na semana passada assisti a uma entrevista pela televisão de Michael Pollan, um jornalista norte-americano, que estava falando sobre seu mais recente livro, In Defense of Food: An Eater's Manifesto. Ele afirma que, hoje em dia, a maioria das coisas que nos apresentam como comida não é realmente comida. Por exemplo, produtos que contenham mais de cinco ingredientes, segundo Pollan, provavelmente não sejam alimentos. Assim como rótulos difíceis de serem lidos, em geral, indicam uma grande quantidade de gorduras, açúcares e componentes nem sempre nutritivos.
O jornalista nos convida a imaginar nossas avós entrando em um supermercado atual e a pensar no que elas reconheceriam como alimento. A mesa da casa da minha vó, pelo menos, sempre estava farta de pão feito em casa, rosca de polvilho, feijão, aipim, milho, couve e muitas frutas, de árvores plantadas no vasto terreno da sua casa. A sobremesa também não ficava por menos: merengue, de claras de ovos de galinhas do próprio quintal e assadas em forno de barro.
Já não se fazem avós, e muito menos alimentos, como antigamente. E eu nem sou tão de antigamente assim!
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