Gatinhas manhosas* Como anunciei nessa coluna, adotei duas gatinhas: Bastet e Nuvem. São tão arteiras quanto manhosas e carinhosas. Felinos nunca fizeram parte da minha vida. E, em menos de um mês, já me conquistaram. Confirmo o que ouvi por aí: “Só não gosta de gatos quem nunca teve um”.
Na semana passada resolvi enfrentar o desafio de dar banho nas pequenas. Coloquei uma roupa quase blindada, de acordo com o que haviam me advertido. Munida de xampu, água morna, toalha e secador, coloquei mãos à obra. Não vou mentir dizendo que elas brincaram felizes na água. Mas a aventura ficou bem longe de qualquer filme de ação americano. Nuvem ameaçou chorar, até que encontrou a torneira pra agarrar e sentir-se segura. Bastet, ao contrário, ficou quietinha, resignada.
O mais incrível é que, antes do dia 18 de janeiro, elas nem se conheciam. Hoje comem juntas, bebem água uma ao lado da outra, brincam e rolam pela casa e, quando o sono bate, acomodam-se uma no corpo da outra pra descansar.
Na próxima segunda-feira as gatinhas completam um mês no novo lar. Alguns amigos dizem que, aos poucos, elas irão se transformar nas donas da casa. Será? A verdade é que já não consigo imaginar essa casa sem as duas brincando por toda a parte. Se tomarão conta da casa, não sei. Mas já tomaram conta do meu coração.
* Texto escrito enquanto Bastet dormia em frente ao monitor do computador. |