Fantasias carnavalescas Um dia ainda vou desfilar no Carnaval do Rio de Janeiro. Um dia ainda vou pular atrás de um trio elétrico em Salvador. Meu espírito é carnavalesco. Não posso negar.
Quando criança e adolescente, eu pulava as quatro noites de carnaval e ainda queria mais. Minha mãe confeccionava as fantasias e lá ia eu de bailarina, baiana, havaiana, o que fosse. Até Rainha de Carnaval de clube eu fui. Infantil e adulto!
Na época da faculdade, não foi diferente. Fui pra Laguna dois anos seguidos com uma turma de amigos. O primeiro ano foi bárbaro. Fizemos a maior festa. No segundo ano, confesso que o cheiro de xixi nas calçadas já começou a me incomodar.
Com o tempo, a realidade foi mais forte e a fantasia acabou. O Carnaval deixou de ser uma festa pra mim e virou o feriado perfeito pra descansar, pegar um sol e pôr a leitura em dia.
A verdade é que não tenho mais muito pique pra agüentar quatro noites de folia, mas bem que gostaria de voltar a curtir as festas de Momo em ritmo mais acelerado.
Na real, acho que o que eu mais queria era voltar no tempo e fugir desse carnaval dos dias de hoje, onde imperam o axé e o funk. Queria pular no modelo antigo, cantando marchinhas, dançando abraçadinha ao meu par e fazendo voltas no salão.
E como cada um sempre tem uma fantasia, mesmo que no imaginário, já tenho a minha. Iria de Colombina. Quem sabe assim não encontraria meu Pierrot apaixonado? |