Um brinde às nossas convicções Comecei 2008 com um propósito e desde 3 de janeiro estou firme nele. Quero voltar ao meu peso de dois anos atrás.
A tarefa não é muito fácil. Não foi por pouco tempo que doenças na família, perdas de entes queridos e meses de desemprego foram compensados com refeições apetitosas e calóricas, parte das vezes acompanhadas de cervejinha ou vinho. Veja bem, não que eu me arrependa. Mas agora preciso correr atrás do prejuízo.
Os amigos mais próximos nem viram a mudança. Insistem em dizer que eu nem precisava emagrecer, que estou a mesma coisa. Minhas roupas e as fotos com o rosto bochechudo afirmam exatamente o contrário. Antes que fosse tarde, foi preciso fazer algo.
Então eu fiz. Fui em uma nutricionista ortomolecular e comecei uma dieta rigorosa. Durante 10 dias cumpri fielmente a parte de desintoxicação. Infelizmente, não emagreci quase nada. Agora estou na segunda fase, a dieta alimentar propriamente dita.
Confesso que está sendo difícil. O calor senegalês que faz em Porto Alegre não pede, exige um chopinho gelado. Ir ao cinema é complicado com as pipocas emanando aquele cheirinho. E o que você me diz de um pastelzinho de queijo como entrada num restaurante italiano cheio de massas deliciosas onde você foi encontrar os amigos?
Minha irmã disse que meus relatos parecem tortura, mas, por enquanto, eu ainda estou encarando tudo como um desafio. A dúvida só aparece quando olho para o lado e vejo minha colega que perdeu 7kg em um mês apenas tomando remédio para emagrecer.
Assim como em outras áreas da vida, fazer o correto pode parecer difícil. Todavia, acredito que ainda vale a pena. Eu poderia tomar as famosas “boletas” e perder rapidamente os quilos que eu quero. Mas por quanto tempo? E como ficaria minha saúde?
Um brinde às boas e verdadeiras convicções. Com água mineral, claro. |