A melhor amiga Fim-de-semana passado fui a Livramento e encontrei minha melhor amiga de infância. Não sei se ela reparou, mas, quando a abracei, meus olhos se encheram de lágrimas. Tive que correr pra dentro de casa pra ninguém ver.
Conheci a Sibele quando ela tinha um pouco mais de um ano e eu tinha quatro. Apesar da diferença de idade, a gente sempre se deu bem. Nosso universo eram as Susis, as bonecas de papel, brincar de esconder, de Panteras, mês, mímica, jogos de tabuleiro. Fomos vizinhas por 15 anos e nunca brigamos.
Na pré-adolescência, minha melhor amiga era a Caren Silvana. Ela era um ano mais velha que eu, e isso fazia toda a diferença. A Caren era um ídolo, era meu referencial. Ela já tinha beijado, eu não. Ela tinha corpo de mocinha, eu não. Meu sonho era ser como ela.
Na faculdade, eram muitos os amigos, mas foi a Faby quem sempre fez questão de manter o vínculo. Tempos atrás ela escreveu no meu Orkut que via em mim a irmã que não teve. É preciso dizer mais?
O tempo passou e a entrada no mercado de trabalho me presenteou com novas amizades, mas foi a Deni que não dormiu em casa pra ficar comigo quando levei um fora bem dolorido e que foi capaz de me levar canja quando eu fiquei arrasada porque roubaram meu carro. Também foi ela que me apresentou a Clau, que depois me apresentou a Vera e o Adri, pessoas que gosto demais.
A verdade é que não existe uma melhor amiga. Não pra mim. Sou privilegiada porque trago comigo recordações de pessoas incríveis como a Tuka, que vive na Alemanha, mas mora no meu coração; a Dê, minha comadre; a Lila, a Lê, a Pat, o Ayr, a Sílvia, turma inesquecível da facul; a Silvinha, o Quinho, o Alessandro, a Carol, a Vivi, a Rafa, presentes que ganhei nas agências que passei; a Marli e o Bino, que me adotaram; o Miguel, a Leo, o Giu e tantos outros.
Rever a Sibele me emocionou porque tive a imediata consciência do quanto isso tudo é importante pra mim. Sou alguém de muita sorte. E, naquele instante, me senti infinitamente rica e feliz. |