Quando o aluno não vem Sexta passada foi meu primeiro dia como professora. Perdi por VO. Ninguém compareceu.
Tudo bem. Não foi nada pessoal. Os alunos nem me conhecem. Nunca viram a minha cara nem tem como terem antipatizado com o meu novo sorriso metálico. O máximo que eles podem ter feito é ter me googlado, mas acho que minhas colunas e meu blog não me condenam tanto assim.
O “no show” da galera deve ter motivos bem razoáveis e eu, se tivesse a idade deles e não estivesse de regime, provavelmente teria feito a mesma coisa. Era sexta-feira, 21h20, um calorão dos infernos, eles sabiam que o conteúdo da primeira aula é basicamente a apresentação de cada um, calendário de provas e algum blá-blá-blá. Então optaram por sair e tomar uma cervejinha com os amigos ou algo tão gostoso quanto isso. Estão errados? Quem sou eu pra questionar.
Obviamente, apesar de todo esse racionalismo, é inegável que eu fiquei superdecepcionada. Afinal, eu fui lá, preparei minha aulinha, queria conhecer os alunos, saber seus objetivos profissionais, estava cheia de gás. E levei um baita bolo!
A pergunta que me fiz diante desta situação foi: o que fazer agora? O que dizer a eles na próxima aula? Devo cobrar, reclamar, xingar? Devo passar a mão na cabeça e fingir que nada aconteceu?
A resposta que eu tenho é uma só. Cada um sabe de si. E eu sei que a minha responsabilidade é estar lá e dar a melhor aula que eu possa. Se eles quiserem assistir, vai ser muito legal e sei que vão tem boas recordações, além de algum aprendizado. Se não quiserem, vai ser uma pena. Porque eu passei anos querendo ser uma excelente professora. E, agora que me deram esta chance, eu vou fazer de tudo para conseguir. Que bom se eles toparem este desafio comigo! |