O dia em que a Terra parou
* Por Roberta Scheffer
Na semana passada assisti à nova versão cinematográfica de “O dia em que a Terra parou”. O filme nos fala da urgência em mudarmos o mundo, antes que ele acabe. Na vida real, sabemos que é o homem o ser que está fazendo o planeta ficar com seus dias contados. O problema é que quando falamos em “mudar o mundo” pensamos em coisas grandiosas, em acabar com o desmatamento, terminar com todas as guerras, resolver a questão da fome e das desigualdades sociais. Tudo isso parece muito distante das nossas possibilidades.
Ficamos felizes com a posse de um novo presidente americano, e temos esperanças de que ele sim terá poder para fazer as transformações necessárias em busca de um mundo melhor. Torço para que algo nesse sentido aconteça. Mas, nem que todas as medidas tomadas pelo governante da maior potência mundial fossem em prol da coletividade internacional (um surpreendente avanço), isso não seria suficiente para deter o processo de destruição da Terra. Mesmo que uns tenham mais força política do que outros, o problema e a responsabilidade não são apenas de uma pessoa, nem de uma nação. É difícil aceitar, mas esse pepino é tão meu quanto seu. E vamos ter de aprender a descascá-lo o mais rápido possível.
Em resumo, a notícia ruim todo mundo já sabia: a Terra está agonizando. A boa é que a gente ainda tem tempo de fazer alguma coisa pra que o pior não aconteça. Que tal começar agora mesmo?
*ROBERTA SCHEFFER
Publicitária, designer gráfico e curiosa. Curte chimarrão, pipoca, sol, caminhar no parque, cantar no chuveiro, o marido, a família e um bom bate-papo com os amigos. Aquariana de muito talento, criou as imagens aqui do site.
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