Com ou sem caixa de cristal Semana que vem eu embarco para o velho mundo. As malas já estão quase prontas. O carro vendido, o apartamento entregue, o free acabou. As despedidas já começaram e devem acontecer até a hora da viagem.
Tenho me perguntado o que vai acontecer. E mais ainda: o que eu quero que aconteça lá.
Primeiro de tudo, eu quero me encontrar. Eu gosto da pessoa que sou, mas tem horas que eu queria ser mais eu. Porque eu detesto quando ficou acuada ou insegura. Gosto do meu lado corajosa, inteligente, interessante, que se acha bonita. E é esse lado que eu quero deixar brilhar por lá.
Depois eu quero encontrar novos caminhos profissionais. Porque viver como redatora publicitária no Rio Grande do Sul tá difícil. Muita exploração, muita insegurança, pouco profissionalismo e menos prazer do que eu merecia sentir por fazer algo que adoro. Não sei se vou largar a redação, não sei se irei para outra área. Não tenho respostas, mas quero conhecer novas opções para só então decidir e ter certeza.
Também quero encontrar os amigos que estão pela Europa e conhecer novos amigos. Quero viajar bastante, arejar a mente, talvez até mudar meu olhar sobre o mundo e sobre as coisas.
E quem me lê há mais tempo deve estar se perguntando: tá, e o tal principezinho, você não quer encontrar? Claro que sim! Quero muito! Seria maravilhoso viver um ou mais romances, que dirá encontrar meu grande amor. Mas estou tentando de toda forma não colocar minha expectativa nisso. Pode ser sim que minha caixinha de cristal esteja além mar (e que por isso eu não a encontrei até agora). Mas pode ser que não. E se eu conseguir me transformar na pessoa que disse acima, de qualquer jeito eu já vou estar em paz e muito, muito feliz. |