Abrindo a Caixa de Gis Ontem um amigo mandou uma mensagem pelo celular dizendo: “Li teu blog. Que assuntinhos, hein?!” Como eu não sabia se ele estava me elogiando ou criticando (parecia mais uma crítica), liguei pra assuntar.
Eu: Oi! Viste o blog, então?
Ele: Sim. Vi a foto das tias, prima e esposo. Hahahaha
Eu: Mas o que achaste?
Ele: Muito querido, me lembrou muito aqueles diários que a gente dava para os amigos escreverem.
Eu: É... mais ou menos...
Ele: A mim, lembrou. Tu já tinha me contado alguns assuntos que publicaste lá...
Eu: Sim, tu leste o texto em homenagem a Denise? Aquele do dedo número um.
Ele: Não.
Eu: E o que fiz em homenagem ao Gilnei? Só saiu na coluna do site Lila Rizzon, mas tinha um link lá.
Ele: Não, também não vi.
Eu: Quando puder, lê. Ficaram bem legais...
E assim a conversa tomou outro rumo e eu não consegui entender se ele tinha gostado ou não.O fato é que eu tenho cada vez mais gostado de escrever meu blog. Talvez ele seja mesmo uma espécie de diário, mas ao meu ver não é bem isso. Sim, ali eu falo coisas que penso, mas não falo tudo. É preciso haver filtro para não ferir ninguém. Eu mesma já me magoei muito quando alguém escreveu a sua versão da história num blog. E olha que nem tinha meu nome ali. Mas eu sabia que era eu, portanto já era o suficiente pra me fazer sentir mal. No Caixa de Gis eu escrevo o que quero dividir com os outros. Podem ser meus pensamentos, pensamentos alheios, curiosidades, boa propaganda (minha área profissional) ou qualquer outra coisa. Eu adoro escrever lá, mas o mais legal pra mim não é escrever e sim receber o retorno das pessoas dizendo que de alguma forma estou mexendo com suas vidas, com seus pensamentos. E isso é algo que eu nunca pensei que poderia fazer, ainda mais através da escrita. Uma responsabilidade enorme. Um prazer tão grande quanto. Talvez seja essa a minha missão por aqui... |