Na onda da renovação Cada vez que vejo os desfiles da São Paulo Fashion Week na TV fico pensando se as roupas que tenho estão na moda e, principalmente, se eu vou me adaptar aquilo que os estilistas estão propondo. Acho admiráveis as mulheres que se mantém elegantes a cada estação, preservando seu estilo e incorporando alguns itens novos que combinem com seu momento.
Pois hoje, assistindo a um desfile na TV sem áudio, me dei conta que, neste período da minha vida, o que acontece é justamente o surgimento de uma nova coleção. Estou deixando para trás coisas que eu gostava muito ou que facilitavam meu dia-a-dia, mas que não combinavam mais com a forma como me sinto. Estou criando um novo jeito de ser, uma nova realidade.
É como se surgisse uma nova versão de mim, com renovadas e inusitadas facetas. A coleção ainda não está pronta. E muitas vezes me sinto frustrada por ainda não ter nada relevante para mostrar na passarela da vida. Todavia, tenho certeza que, na hora certa, é bem possível que surjam modelos inesquecíveis e, tão inesperados, que poderão surpreender muita gente.
Não sei se a nova Gislaine será mais atraente que a você lê agora. Não posso afirmar que sim nem garantir que alguns críticos concordem com o novo estilo que está surgindo. O que eu garanto é que estou menos insegura e mais corajosa. Estou ficando mais madura a cada estação, mantendo meu estilo e incorporando alguns itens que têm mais a ver com meu verdadeiro eu.
O tempo, na maioria das vezes, nos faz vestir muitas capas. Para nos sentirmos protegidos, vamos escondendo o que realmente sentimos, queremos, buscamos. Vamos incorporando o jeito de ser da sociedade e muitas vezes abandonamos nossas crenças pessoais para aderir ao pensamento do chefe, do marido ou da esposa, dos pais.
Assim como eu, ao ler este texto, é possível que você também se pergunte se não está na hora de trocar seus modelos. Se está feliz com suas capas e escudos ou se está precisando desvestir todo esse peso que vem carregando. A resposta não está comigo e sim aí dentro do seu coração. Pare, pense, respire fundo e ouça sua voz interior. A minha já estava ficando rouca, ainda bem que eu consegui ouvi-la a tempo. |