Quando o feriado vira um estresse Feriado quase sempre é uma data perfeita. Você não tem trabalho, não tem aula, não tem compromisso. Mas é o diabo quando você não tem nada pra fazer.
Comigo é assim. Se tem feriado, eu já quero viajar. Saio em busca de promoção de companhia aérea, desconto em hotel na serra, ligo para as amigas para saber se tem programa, eu quero é sair de casa. Mas nem sempre é possível e isso não pode virar uma obrigação.
Durante vários anos eu me estressava com o Reveillon. Eu achava que tinha que passar sempre longe de casa, de preferência num lugar muito especial. Até que chegou o fim do ano 1999. Era a virada do milênio, todos estavam cheios de planos. As companhias de viagens devem ter batido o recorde de vendas de pacotes. E sabe onde eu estava um pouco antes da meia-noite? No hospital. Isso mesmo. Minha mãe baixou no Hospital São Lucas em final de novembro para fazer uma cirurgia simples. Com o tempo, o negócio complicou e, mesmo após ter alta, ela voltou a ser internada mais de uma vez.
Depois daquilo, prometi nunca mais me incomodar em não passar a meia-noite na praia ou algum outro lugar paradisíaco. Aprendi que o que importa é passar com quem a gente gosta.
Na virada de 2005 para 2006, eu também passei no hospital com minha mãezinha. E foi a última vez que passamos um fim de ano juntas. Também foi a última vez que passei um Natal com meu irmão.
Agora que têm três feriados seguidos (Tiradentes, Dia do Trabalhador e Corpus Christi), já tinha começado a ficar ansiosa sobre o que eu poderia fazer ou para onde poderia ir. Foi então que lembrei da minha promessa e resolvi aquietar a mente e o coração. Na Páscoa fui pro Rio com meu pai, dia 21 estarei em São Paulo com amigos, dia primeiro de maio, quem sabe? Talvez aqui em Porto Alegre mesmo, pegando um cineminha ou lendo um bom livro. O importante é aproveitar bem o tempo e descansar a cabeça. Até porque, no segundo semestre deste ano não vai ter feriado nenhum. |