É de pequeno que se (dis)torce os pepininhos Minha educação não foi extremamente rígida, mas recebi de meus pais densos princípios de ética, gentileza e responsabilidade. Mais do que isso, eles sempre foram um exemplo para mim.
Infelizmente, hoje em dia não é mais assim. Cada vez mais os pais relevam regras básicas de comportamento social e, o que é pior, fazem isso na frente de seus rebentos.
Sábado passado eu estava caminhando próximo à Redenção e presenciei mais de um pai ou mãe atravessando a rua no sinal vermelho de mãos dadas com crianças que aparentavam ter entre 4 e 6 anos. Também vi um pai, dirigindo com o filho ao lado, furar o sinal como se estivesse fazendo algo normal.
Esta semana vi na TV que um menino de 12 anos foi pego dirigindo o carro da família acompanhado da mãe, do pai e de mais dois irmãos menores. O garoto alegou que dirige desde os 9 anos e que estava dando uma de motorista porque a mãe pediu para ele substituir o pai, que havia bebido muito numa festa. Pode? Segundo os policiais, o pai estava tão bêbado que não parava em pé. Foi pra delegacia deitado.
Todavia o trânsito é apenas um dos locais onde estão faltando exemplos. Se você parar pra pensar, a famosa lei de Gerson parece que virou lei mesmo. E cada vez tem mais gente cometendo pequenos (ou grandes) atos ilícitos no seu dia-a-dia porque sabe que não haverá punição. Até o hábito de dar bom dia ou de pedir desculpas está sumindo, entre outros comportamentos simples que revelam um mínimo de educação.
Talvez você ache que eu não sou a pessoa mais indicada para falar sobre isso porque não tenho filhos. Não sei o quanto é difícil educar esta gurizada de hoje, tão influenciada pelos meios de comunicação. É verdade, eu não sou mãe. Mas sou tia, sou amiga de pais de crianças pequenas, sou uma cidadã adulta que também pode dar exemplo. E, sinceramente, estou preocupada em passar adiante o que de melhor meus pais me deram: minha educação. |